quinta-feira, 22 de setembro de 2016

BRINCANDO E APRENDENDO...COM "CRIANÇAS" DE TODAS AS IDADES

      
Tenho notado nestes últimos quinze anos de experiência como professora de inglês, como é importante criar, adaptar e refletir quando planejamos e ministramos aulas. Métodos podem variar, mas é o professor que vai aplicá-los e decidir se suas aulas serão mais atraentes de acordo com as necessidades e interesses de seu grupo ou não.

Todo professor tem um potencial criativo a ser desenvolvido e quanto mais ideias tiver para facilitar o processo de aprendizado dos alunos, mais interessantes suas aulas serão, pois o idioma em questão pode ser melhor assimilado através de atividades interativas e lúdicas.


Professores que agem como "facilitadores" são capazes de elaborar seus próprios jogos tentando,, experimentando, observando, adaptando atividades de acordo com sua percepção em relação às respostas e reações de seus alunos e do material disponível.

Espero que este artigo possa ajudá-lo (la) não só a utilizar os jogos sugeridos aqui como também encorajá-lo(a) a trabalhar com suas próprias ideias...


Observo a página de um livro de inglês e encontro um exercício para dar aos alunos.
Estudantes "A" fazem perguntas aos estudantes "B" que por sua vez procuram a resposta em outra página.
Penso numa forma mais facilitadora e desafiadora ao mesmo tempo, elaborando cartões com as perguntas sugeridas e outros com as respostas.
Distribuo os cartões com perguntas um por um para que o aluno as responda.
Na segunda parte do jogo distribuo os cartões com as respostas para que os alunos elaborem as perguntas. Mudei o exercício? Não, apenas a forma de aplicá-lo.
Alunos reagem positivamente à prática, comentando: " Gosto deste jogo!!! Vamos jogar mais vezes!!!

Planejando minhas aulas encontro uma lição sobre a descrição da aparência física. Observo os exercícios sugeridos e noto que eles sugerem a descrição de pessoas uma para a outra. Elaboro "flashcards" com fotos de revistas mostrando pessoas com características físicas diferentes.
Peço para que cada aluno escolha um "flashcard" ( sem mostrá-lo aos outros) e descreva a pessoa da foto. Recolho as fotos novamente e espalho-as pelo chão ou mesa, mostrando as figuras. Os outros alunos então tentam identificar a pessoa que foi descrita por seus colegas. Alunos comentam que gostam da atividade.
Por que será que os alunos apreciaram as atividades? Elas foram excepcionais, extraordinárias? Acredito de que não.
Foram atividades simples que fizeram com que o grupo raciocinasse e resolvesse um problema de forma descontraída.
Foi um momento lúdico onde alunos puderam ter contato com o idioma de forma clara e que o praticaram sem muito receio.
Poderia ter seguido a sugestão do livro, mas achei que provocaria um movimento e uma assimilação maior ao confeccionar cartões e "flashcards" para a elaboração do jogo.
O exercício foi o mesmo mas o que diferenciou foi a "forma" que foi aplicado.

Preciso praticar o alfabeto com os alunos e uma ideia vem em minha mente: alunos do grupo A tocam em um balão soletrando uma palavra qualquer, dizendo uma letra para cada toque, como por exemplo: E- X- E- R- C- Í- C- I- O. O grupo B presta atenção e diz a palavra que foi soletrada pelo grupo A. Reação dos grupos: muito positiva. Elaboro outra lição para praticar o vocabulário referente a frutas.
Peço para um voluntário do grupo A experimentar uma bala de fruta com os olhos vendados e escrever o nome desta fruta na lousa. Reação: alunos interessados e envolvidos.

Não é preciso ser um grande elaborador de jogos para que atividades como esta venham à nossa mente. É só prestar atenção nos jogos já existentes e verificar como são planejados.
Podemos usar a nossa imaginação e criatividade ao tentar confeccionar jogos e elaborar instruções. É divertido e a própria elaboração do jogo já pode ser considerada "um jogo".
Jogos em sala de aula provocam o raciocínio e o movimento dos alunos.
Estimulam também a cooperação dos envolvidos, embora muitas vezes a competição saudável venha acrescentar um sabor especial à atividade.
Alunos de todas as idades apreciam jogos e atividades lúdicas; isto é natural do ser humano. Às vezes podemos pensar que adultos não têm tempo para este tipo de coisa, pois gostariam de levar o curso "seriamente".  No entanto, a atividade pode ter seriedade sem ser cansativa. Existe um propósito, mas a maneira com que é aplicada é alegre e descontraída.

Professores que conseguem tornar suas aulas prazerosas abrem o canal da comunicação com os alunos que começam a despertar seus interesses pelo idioma. A participação tende a ser maior quando jogos são envolvidos e a assimilação mais significativa.

Observe a diferença destas atividades:

1) O professor mostra a foto ou ilustração de um artista e pergunta:

Quem é?
Qual é a sua ocupação?
Qual é sua idade?
De onde é?
Onde vive?
É casado?
Alunos então respondem conforme a figura e as perguntas.

2) Alunos não podem ver a foto toda. Somente uma parte da cabeça. Tentam adivinhar qual é a pessoa famosa retratada na foto, fazendo perguntas:
É um homem ou uma mulher?
É brasileiro/a?
Qual é sua ocupação?
Onde vive?
É casado/a?
Trabalha em novela? Qual? Etc...

Qual foi a variação? A 1a atividade foi de origem informativa, onde alunos só comentaram aquilo que estiveram vendo, sem estimular grandes curiosidades.
a 2a atividade sugere uma provocação maior, pois alunos precisaram adivinhar o nome de uma pessoa famosa, sem olhar a foto toda. É um jogo, existe um objetivo maior, um desafio.
Estes detalhes podem ser pequenos, mas fazem uma grande diferença.

Portanto, acredito que atividades lúdicas estimulam o raciocínio, a cooperação e tornam o ambiente descontraído para que o aprendizado aconteça de maneira significativa e agradável.


Brinque com seus alunos!! É divertido e construtivo!!!

Boa aula!

 Um grande abraço,
Maria de Fátima
assistência pedagógica ao ensino de idiomas

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