quinta-feira, 13 de novembro de 2014

LEITURA COM PRAZER NO ENSINO DE IDIOMAS LEITURA COM PRAZER NO ENSINO DE IDIOMAS

Como você, caro profissional de idiomas completaria estas frases...

"Gosto de ler quando..................

"Não gosto de ler quando.......................

Observando alunos e professores durante meus anos de experiência profissional, pude notar que a maioria gosta de ler quando não se tem uma "obrigação direta", ou seja, quando podemos optar pela leitura, estimulados pela nossa curiosidade natural. No entanto, quando somos "forçados" a ler para acompanharmos um curso, por exemplo, podemos ficar desmotivados quanto à leitura.

Lembro-me de estudantes universitários que ficavam bem estressados só de pensar nas leituras impostas que deveriam fazer. Apesar de apreciarem o assunto, sentiam-se esgotados ao precisar ler algo que não era de suas escolhas.

Até o professor pode sentir-se desmotivado ao ler algo que não o interesse, como por exemplo, um livro recomendado pela coordenação da escola em que trabalha.

O que fazer neste caso? Como motivar um aluno a ler, se o próprio professor não aprecia o material?

Acredito que é possível "transformar" o material de forma positiva para que o professor se sinta motivado a passar aquele conteúdo para os alunos.

Certa vez, precisei adotar um livro para o ensino do inglês para uma turma de pré-adolescentes. Apesar da história não ter sido muito atraente aos alunos, consegui fazer com que lessem o livro, motivados por um projeto .
Ao final da leitura, elaborei um exercício de compreensão que seria usado como base para a letra de uma música. Usando um CD com a música em questão na versão de um karaokê, pudemos cantá-la usando informações obtidas no livro. Foi muito divertido e os alunos apreciaram a atividade.

Numa outra ocasião quando coordenava uma escola de idiomas, sugeri o livro "A Christmas Carol" de Charles Dickens para algumas turmas. No entanto, uma professora  não se entusiasmou pela história, e por isso não estava conseguindo estimular os alunos a lerem o conto. Naquela época não tinha experiência o suficiente para sugerir estratégias melhores que fizessem com que a professora se interessasse pela história. Somente recomendei que procurasse verificar aspectos no material que pudessem ajudá-la a apreciar o conteúdo e que era preciso se motivar primeiro para encorajar os alunos.

Hoje, refletindo melhor, posso perceber que filmes baseados em livros como aquele, podem servir como uma "isca" para leitores relutantes. Existem várias versões de filmes baseadas no conto "A Christmas Carol" que podem estimular professores ou alunos a lerem a história. Apesar de muitas vezes recomendar a leitura antes de apreciar um filme, tenho notado que o inverso também pode ser feito, no intuito de despertar o interesse pela história, e consequentemente pela sua leitura.

A motivação pela leitura se dá também por hábitos que adquirimos desde a infância.

a) Quando não sabia ler, gostava de ouvir histórias contadas por um membro da família?

b) Admirava alguém que lia em voz alta?

c) Admirava alguém que lia num 2o idioma?

d) Quando começou a ler, gostava de livros infantis?

e) Folheava livros de seus irmãos mais velhos?

f) Gostava de ler gibi?

g) Era forçado a ler bastante na escola?

Ao elaborar as questões acima, pensei em minha própria experiência. Adorava escutar minha irmã lendo histórias infantis para mim, quando ainda não sabia ler e ficava fascinada ao acompanhar as ilustrações. Admirava uma colega que lia muito bem em voz alta, quando estava na primeira série. Sonhava em ler daquela forma um dia. Achava uma maravilha tocar nos livros em inglês originais de minha irmã que já era fluente no idioma, e tinha em mente poder ler um  daqueles algum dia. Tinha uma coleção enorme de livros infantis e recebê-los em datas especiais era mesmo um grande presente. Na infância e pré-adolescência gostava muito de ler gibis, e encarava os livros que precisava ler para a escola como grandes desafios.

Atualmente aprecio leituras voltadas ao auto-conhecimento, reflexões e direcionados a estratégias de ensino.

Portanto, pude notar através destas lembranças que se você gosta de ler e aprecia o material, provavelmente irá motivar seus alunos a lerem também.

Como trabalhar a leitura no idioma estrangeiro? O que ler? Como ler?

A leitura em outro idioma pode ser estimulada desde os primeiros estágios. Desde o nível básico é possível trabalhar com folhetos no idioma em questão, por exemplo, onde alunos conseguem identificar informação específica dentro de um contexto prazeroso como o de uma viagem. Costumo colecionar estes folhetos quando viajo para o exterior, ou quando ganho de amigos ou alunos que estiveram fora do país. Nas aulas, alunos podem trocar informações quanto a horários, valores e atrações. Esta prática funciona como um grande estímulo para aprender um idioma estrangeiro, pois grande parte dos alunos sonha em viajar para o exterior, ou conhecer outras culturas.

Para o nível básico, pode-se ainda trabalhar com livros de leitura simplificados como "The Collector" (Editora Oxford), onde a história toda é contada no tempo presente. Ao dominar a estrutura, alunos costumam se entusiasmar mais pelo conteúdo, ampliando consequentemente o vocabulário.


Já adotei e conheci vários professores de inglês que adotaram "The Phantom of the Opera" versão para o nível elementar), e usei recursos que estimularam alunos a ler o livro introduzindo o musical de Andrew Lloyd Webber.

Às vezes, a leitura vem como uma atividade que seque alguma outra tarefa. Por exemplo, quando alunos meus assistiram ao musical "Fame" ( Fama), fizeram uma pesquisa na internet que envolveu a leitura sobre os personagens do filme.

Ao observar no material de curso algo sobre Nova York, pudemos buscar mais informações num livro sobre a cidade.

Desta forma, é interessante notar que dificilmente "escaparemos" da leitura. Existe muito material escrito em forma de folhetos, livros e artigos e é possível estimular alunos a usarem estes recursos de forma interessante e prazerosa.

Gostaria de finalizar este artigo com alguns pensamentos sobre o ato de ler, escritos por outros profissionais:

"Ler é conhecer lugares e pessoas novas sem precisar tirar o pijama." Ilana Kaplan (atriz)

"A paixão pelos livros é a paixão mais feliz que pode existir." Ruth Rocha (escritora)

"A felicidade não se aprende nos livros, mas pode brotar deles." Eduardo Gianetti ( economista).



Boa aula!!

Um grande abraço,
Maria de Fátima
assistência pedagógica ao ensino de idiomas
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Contato : marifa2006@terra.com.br

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

ENSINANDO UM IDIOMA USANDO SEUS TALENTOS



Como você, professor de idiomas, tem aproveitado seus talentos para elaborar suas aulas? Você tem usado o seu potencial realmente?
Este artigo levará você a refletir sobre suas habilidades e o ajudará a encontrar estratégias para usá-las em suas aulas de idiomas.


"Talentos são dons ou recompensas adquiridas. De qualquer maneira, são para serem usados. Tenha certeza que esteja usando os seus".
                        Sally Huss

Escreva em uma pequena folha de papel o seu nome e alguma habilidade que tenha (ex: bordar, cozinhar, desenhar, dançar, cantar, tocar um instrumento musical, jogar, etc...)

Você tem usado estas habilidades em sala de aula de idiomas? Como?

De acordo com minha experiência, posso dizer que tenho a habilidade de desenhar. Gosto desta habilidade e a pratico desde criança. Ao tornar-me professora de inglês, comecei a incluir este dom em meus planejamentos ao elaborar materiais ilustrados, "flash cards" e jogos. Ao explicar alguns conceitos ou vocabulário, costumo usar o desenho para tornar a assimilação de meus alunos mais eficaz e divertida.


Os alunos costumam apreciar as ilustrações, que acabam servindo como um suporte para a comunicação. Algumas vezes, ensino alunos de inglês a desenharem e falarem a respeito das imagens que funcionam como uma "ponte" entre o pensamento e a verbalização.

Observando o progresso dos alunos ao utilizarem imagens, comecei a ministrar aulas de desenho para professores de idiomas, compartilhando várias ideias que possam ser utilizadas no ensino de uma língua.

É espantoso e gratificante observar o desenvolvimento de professores que diziam "não saber desenhar" e que, após algumas aulas, conseguiam preparar seus próprios materiais ilustrados.

Ao transmitir uma habilidade, podemos aprimorá-la e também criar um diferencial.

Lembro-me certa vez de um professor de inglês de nacionalidade americana que me perguntou onde eu havia aprendido a falar inglês. Contei-lhe que havia aprendido em uma escola de idiomas em São Paulo, mas que a minha fluência era realmente devido às aulas que ministrava. O professor comentou,então que a melhor maneira para aprender uma determinada habilidade é tentar ensiná-la.

Pude conhecer vários professores que se tornaram mais fluentes devido à prática constante no preparo e durante as aulas de idiomas. Os alunos podem se tornar nossos "melhores professores".

Ao lecionar um idioma, os professores desenvolvem o conteúdo, ou seja, o assunto, a estrutura e também "a maneira" de transmiti-lo aos alunos. O mesmo conteúdo pode ser ensinado por vários professores de maneiras diferentes.

Por isso, é importante refletirmos sobre nossas habilidades pessoais, o nosso talento para prepararmos aulas e assim envolvermos os alunos de forma criativa e particular.


Tive a oportunidade de observar professores muito talentosos que não usavam seus dons em aulas de idiomas pelo receio da exposição e de possíveis críticas.

É natural que quando criamos algo, as pessoas possam aceitá-lo ou não. Seria impossível agradar a todos. Por isso, toda criação está sujeita à aceitação e crítica. Isto vai depender muito do que o aluno espera e da maneira que o professor quer transmitir.

O pior inimigo da criatividade é o medo da exposíção e da crítica.

Um professor de inglês que tocava violão e cantava muito bem, nunca se arriscou a dar uma aula de música ao vivo para seus alunos com receio da opinião dos colegas e da escola. Ele, ao menos, poderia ter compartilhado ideias com a direção pedagógica para analisar o momento apropriado em que pudesse usar os seus talentos em sala de aula ou em um evento.

Uma professora de inglês que era dançarina nunca tentou ensinar alguns passos a seus alunos usando o idioma como ferramenta de comunicação, com medo da rejeição e da crítica. Provavelmente muitos alunos ficariam encantados com uma aula de dança em inglês!

Quando usamos nossos talentos, ficamos mais próximos de nossa essência, de nosso lado mais autêntico, que quando utilizado nos dá uma maior motivação.
Ao lecionar um idioma, o professor pode ficar um pouco preso às normas da metodologia empregada e ,receoso em mudar essa situação, não tenta moldar suas aulas respeitando suas crenças e dons.

Afastando-se do seu potencial, professores podem tornar-se insatisfeitos com seu próprio trabalho, transmitindo isso aos alunos consequentemente.

Esta situação pode ser mudada, no entanto, se o professor tiver a coragem de se envolver mais no processo de aprendizagem dos alunos, oferecendo formas alternativas e criativas em seus cursos.


Baseando-se nas habilidades mencionadas no início deste artigo, como "bordar", por exemplo, o que poderia ser feito? O professor poderia ensinar alguns bordados no idioma em questão, por exemplo, e discutir os resultados explorando o vocabulário relacionado a cores, desenhos, padrões. Poderia também mencionar gerações que usavam o bordado para se entreter, para preparar enxovais, ou também como forma de sustento e trocar ideias sobre as pessoas que trabalham com o bordado e não são remuneradas devidamente.

O professor que gosta de cozinhar pode ensinar uma receita interessante a seus alunos, e sugerir que a realizem em casa como tarefa e levem os pratos em sala de aula para serem degustados. Após a experiência, poderiam escrever comentários no idioma em questão, apreciando os pratos feitos.

Ensinar um idioma é muito interessante, pois podemos abordar qualquer outro assunto de maneiras diferentes. O idioma seria um instrumento, uma ferramenta para a comunicação.

Usando talentos, é possível tornar o aprendizado prazeroso tanto para professores quanto para os alunos!

Boa aula!!

Um grande abraço,
Maria de Fátima
assistência pedagógica ao ensino de idiomas
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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

ENSINANDO ALUNOS A ADQUIRIREM O HÁBITO DE ESTUDAR UM IDIOMA...

Quando criar hábitos e quando mudá-los para tornarmos nossas aulas mais motivadoras e significantes?
É necessário criarmos hábitos ao aprender um idioma?
Como você, professor(a) de idiomas ajuda seus alunos a criarem um hábito produtivo durante o curso?
Estas reflexões pretendem estimular você a considerar estes aspectos que poderão auxiliá-lo a lidar melhor com seus alunos para que consigam ótimos resultados.


Quando verifico a palavra "hábito" logo penso em atividades simples que realizamos todos os dias, tais como, lavar o rosto, escovar os dentes, tomar banho, alimentar-se devidamente, etc. Lembro-me destes hábitos rotineiros que nos ajudam a nos manter vivos e saudáveis.
Porém, quando nos referimos ao aprendizado de outros aspectos ou assuntos, tais como uma língua estrangeira, esquecemos de algo fundamental para a sua assimilação: o hábito da prática.


É muito comum encontrarmos alunos relutantes em  fazer a tarefa de casa e simplesmente esperar que aprendam o idioma como se fosse um passe de mágica. Presenciamos também alunos esforçando-se ao máximo para conseguirem uma boa nota no teste e "esquecerem" parte da matéria após a realização do mesmo.

Isto acontece principalmente porque um hábito não foi adquirido, um envolvimento maior com o idioma estrangeiro não foi criado. Por isso, podemos encontrar alunos tão insatisfeitos com o resultado, que até desistem dos cursos por não estarem percebendo melhoras em sua produção.

Como evitar que isto aconteça? Como fazer com que alunos assimilem e produzam o idioma de forma eficaz?

Aqui vão algumas ideias:

Tente tornar a tarefa de casa como algo prazeroso e envolvente...

1) Assistindo a cenas de filmes em inglês, por exemplo, e anotar palavras ou frases que consigam entender...

2) Realizar exercícios estruturais e de vocabulário online...assim o aluno pode verificar a correção e solucionar as dúvidas em aula..

3) Prestar atenção em músicas e anotar palavras ou frases que consiga entender...

4) Fazer cruzadinhas e joguinhos em inglês.

5) Escrever e-mails ...

Transformando tarefas em atividades prazerosas e acessíveis, é possível criar o hábito de estudar...

Boa aula!!

Um grande abraço,
Maria de Fátima
assistência pedagógica ao ensino de idiomas

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

GRANDES IDEIAS A PARTIR DE PEQUENAS IDEIAS NO ENSINO DE IDIOMAS

O que é para você, professor de idiomas, ter uma grande ideia em suas aulas? 
Seria algo mágico, fenomenal, em que os alunos ficariam totalmente "ligados" na sua proposta? Seria algo já experimentado por colegas de sua área, ou por autores conhecidos no campo do ensino de idiomas?
Lembrando-se que você é o profissional que está diretamente em contato com seus próprios alunos, tenho certeza que ideias maravilhosas podem surgir através desta experiência...
Neste artigo tentarei estimular leitores a desenvolverem a capacidade criadora a partir de pequenas ideias e mostrar como atividades comuns podem ser transformadas de forma interessante.

No livro "O Espírito Criativo" de Daniel Goleman, Paul Kaufman e Michael Ray, os autores citam um pensamento muito interessante de Ralph Waldo Emerson  : "Em toda obra de gênio, reconhecemos nossas próprias ideias rejeitadas"...
Por que será que isto acontece conosco? Talvez pelo medo do novo, do risco, da exposição, da crítica e de uma certa determinação, persistência e ao mesmo tempo flexibilidade.

Nos meus vinte anos de experiência como professora de inglês, tenho notado colegas que, apesar de serem muito criativos, ficam receosos em usarem suas próprias ideias com medo do fracasso, da receptividade dos alunos e de não conseguir o resultado esperado.
No entanto, o processo criativo geralmente é desenvolvido quando nos permitimos soltar a imaginação com uma pitada de bom senso.


Uma das ideias que costumo compartilhar em oficinas é a de cada participante escrever cinco informações a  seu respeito num pedaço de papel. Poderia ser: o que gosta de fazer nas horas vagas, sua idade, onde estuda, que bairro mora, que tipo de música gosta...
Após terem escrito as informações, o professor recolhe os pedaços de papel e começa a ler os seus conteúdos em voz alta. Os outros alunos escutam as informações e tentam identificar o autor.
Por exemplo:
Professor: "Este aluno gosta de praticar windsurfing, tem 18 anos de idade, estuda no Mackenzie, mora em Pinheiros e gosta de música ' country´. Quem é ele?"
Classe: "Paulo".
Professor: "Exato!!!"
Nesta situação, provavelmente os alunos já se conheciam, pois foi fácil adivinhar quem era o autor daquelas informações. Parece que a atividade não causou um grande impacto. Talvez poderia ter outro efeito se os participantes não se conhecessem mesmo e estivessem realmente aprendendo um pouco sobre seus colegas.

Como poderíamos mudar esta atividade para aqueles alunos que já estivessem estudando por algum tempo juntos?
Que tal pedir para que escrevam algo a respeito de si mesmo e colocar duas informações que não sejam verdadeiras? Neste caso, além de estarem identificando o autor da mensagem, precisariam corrigir as informações falsas. Ao invés do professor ler as informações, estas seriam lidas por outros alunos, assim você daria uma chance maior a eles em relação à prática oral, usando a 3a pessoa do singular...
Por exemplo:
Aluno 1: "Meu colega gosta de praticar bungeejumping, tem 18 anos de idade, estuda na PUC, mora em Pinheiros e gosta de música 'country'. Quem é ele? O que há de errado nestas informações?"

Alunos criariam um interesse maior pela proposta.

Portanto, os primeiros passos para obtermos sucesso com uma atividade escolhida para o nosso grupo seriam:

1) Comprar a ideia; ou seja, você, professor, precisa gostar da ideia.

2) Acrescente-a em seu repertório; você poderia usá-la em outras ocasiões, para outros grupos.

3) Adaptá-la conforme o interesse do grupo; (no exemplo acima, você conseguiu duas atividades a partir de uma bem conhecida).

E se o professor estiver trabalhando com um grupo já há muito tempo e estes alunos conhecerem esta atividade? O que fazer?
Como a atividade envolve a apresentação dos participantes e estes já se conhecem há bastante tempo, ela poderia se tornar cansativa e desinteressante.
No entanto, você, professor, pode utilizar o outro passo da criatividade e observação:

4) Solte sua imaginação!!!

Você então poderia pedir a cada um dos alunos que colocasse no chão um objeto, algo pessoal que estivesse em sua bolsa ou bolso.
Apontando para cada objeto, os outros participantes precisariam falar algo a respeito de seu proprietário, como por exemplo:

Objeto escolhido: uma banana
Comentários feitos por outros alunos:
"Patrícia escolheu uma banana...Parece que se preocupa com sua alimentação...Pode ser que passe longas horas trabalhando e precisa ter sempre um lanche por perto para que não fique de estômago vazio...Parece ser uma pessoa preocupada com a saúde...etc...Você concorda com estes comentários, Patrícia?"...

Objeto escolhido: um batom
Comentários feitos por outros alunos: "Daniela escolheu um batom...Parece ser bem vaidosa...Pela cor do batom, parece ser uma pessoa alegre e extrovertida... Parece ser do tipo de mulher que não sai de casa sem passar um batom nos lábios..."
Você concorda com estes comentários, Daniela?"...

Neste caso, a apresentação foi mais profunda. Mesmo que os alunos já estivessem juntos por muito tempo, são informações novas e interessantes a respeito de seus colegas.
Uma pequena variação para esta atividade seria a de colocar todos os objetos em uma sacola sem serem vistos a princípio pelos outros participantes.
Assim, cada vez que um objeto é tirado da sacola, os outros alunos teriam que adivinhar quem o escolheu e a razão da escolha.

Nestes exemplos acima, pudemos observar que duas ideias podem ser transformadas em quatro!!! Não é maravilhoso? Basta observarmos e adaptarmos as atividades.
Outro aspecto que tenho observado nestes anos todos de experiência como professora é a queixa de alguns profissionais pelas falta de recursos que existe na escola onde trabalham. Outros profissionais queixam-se do alto investimento que precisam fazer ao comprar materiais importados e frequentarem cursos para ajudarem-nos a ficarem atualizados e fazerem com que suas aulas se tornem prazerosas.
É claro que materiais e recursos são importantes para adquirirmos maior conhecimento e uma gama maior de ferramentas para realizarmos cursos maravilhosos e significativos.
Entretanto, é a partir de pequenas ou simples ideias que grandes atividades comunicativas surgirão.

Pense, por exemplo, no que você poderia fazer com um balão em sala de aula?
1) Alunos em grupos poderiam soletrar palavras, praticando o alfabeto ( para cada toque do balão, dizer uma letra). Assim a equipe adversária poderia prestar atenção no que está sendo soletrado e identificar a palavra.
2) Desenhar uma careta no balão, criando um personagem. Ao jogar o balão para o outro, aquele que estiver segurando-o precisaria dizer algo a respeito daquele personagem. Ex: "Seu nome é João; trabalha no centro da cidade mas gostaria de ter um serviço mais próximo de casa, etc..."
3) Com grupos de crianças e adolescentes, você poderia jogar o balão para conduzir regras de disciplina. Por exemplo, quando algum aluno estiver disperso, falando em português, jogue o balão para ele, o que significa: pare de falar em português, diga uma palavra em inglês ( se a aula for em inglês) e concentre-se no que estamos fazendo.
4) Podemos colocar um objeto dentro do balão e fazer com que os alunos adivinhem qual é.
5) Podemos passar o balão para os alunos, e fazer com que contem uma história. Para cada aluno que estiver segurando o balão, ele deverá acrescentar algo à história.

Observamos, então que com um simples recurso como "um balão" podemos elaborar várias atividades.
Lembro-me de ter visto uma criança com menores recursos financeiros brincar com um carrinho que acredito ter sido confeccionado por ela mesma. Era um carrinho muito bem elaborado feito com garrafas de plástico. Todos ao redor olhavam para aquela criança e para o carrinho maravilhados com a originalidade.

Todos temos o que Daniel Goleman chama de "Espírito Criativo".
" O espírito criativo é mais que um lampejo ocasional ou um desabrochar da fantasia; quando ele desperta, anima toda uma maneira de ser: uma vida repleta de desejo de inovar, de explorar novas formas de fazer as coisas, de transformar sonhos em realidade...Esse espírito também se manifesta no cozinheiro afoito que continuamente inventa novas receitas ou no professor inspirado que descobre novos meios de instigar os seus alunos"...

Referência: "O Espírito Criativo"- Daniel Goleman, Paul Kaufman, Michael Ray; Editora Cultrix, SP, 1992


Boa aula!!


Um grande abraço,
Maria de Fátima
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Interesse em lecionar inglês na www.idees.com.br  (escola de idiomas)?
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