quarta-feira, 2 de maio de 2018

ATITUDE NO ENSINO DE IDIOMAS


Geralmente quando precisamos criar algo ou pensar em algum tópico, podemos usar uma técnica que nos faz expor ideias livremente para que tenhamos uma melhor desenvoltura de raciocínio. É a chamada estratégia do "brainstorm". Para isso, associamos palavras que aparecem em nossa mente sem muito questionamento para que numa fase posterior possamos trabalhar estas ideias melhor.

Assim, como você faria um "brainstorm" da palavra "ATITUDE" em relação ao ensino de idiomas?

Usando as próprias letras da palavra ATITUDE , pensei em algo como:

Agir
   Tentar
            Importar-se
  Tocar
Unir
    Decidir
      Envolver
Posso agora discutir cada palavra com mais detalhes, aprofundando-me em seus significados em relação ao ensino de idiomas.

AGIR- desde que comecei a lecionar inglês, tenho percebido que esta palavra é imprescindível no vocabulário de um profissional que pretenda despertar o interesse de alunos para estudar um idioma. Seria também o primeiro passo para criar-se um vínculo maior entre professor e aluno e desencadear o processo desejado.

Quando os alunos vêm nos procurar por meio da escola ou por incentivo de outras pessoas, já estão agindo de forma positiva para o próprio desenvolvimento, pois estão motivados (internamente ou externamente) a começar o curso.

Estão inicialmente curiosos, pois vão enfrentar algo novo e estão ansiosos em conseguir resultados.

Passando a fase da adaptação e conhecimento, alguns alunos podem sentir-se desapontados ou frustrados no decorrer do curso pois o que está sendo obtido não corresponde às suas expectativas. Quando isso acontece, o professor deve agir imediatamente para saber o que está dificultando a aprendizagem e envolvimento, procurando formas alternativas para estimulá-lo a prosseguir.

O professor que não age acaba aceitando os acontecimentos de forma passiva e por comportar-se desta maneira, desencoraja alunos e estes acabam desistindo do curso facilmente.

Lembro-me de um caso de uma escola que contratava professores para ministrarem aulas em uma empresa. Os professores eram esforçados e lecionavam turmas de 14 alunos cada. No entanto, no decorrer do curso as turmas se desenvolveram de uma forma muito heterogênea e somente 20% do grupo conseguia acompanhar o programa. Apesar das dificuldades da maioria e da percepção do professor, nada foi feito em relação aos alunos.

A escola estava mais preocupada em manter o contrato e continuar com o programa previamente estipulado do que repensar em formas alternativas para que todos saíssem ganhando. Qual foi o resultado? Alunos acabaram desistindo do curso insatisfeitos com o método apresentado, culpando a escola e a si mesmos por não terem desenvolvido o idioma estudado. Considerando este caso, pude notar que a escola esqueceu-se da 2a palavra que pensei no "brainstorm":


TENTAR: Agir é importante, mas tentar numa situação dessas é essencial. Quando nossas ações não forem compreendidas, precisamos buscar outras soluções para que resultados sejam obtidos.

Se nosso objetivo é fazer com que alunos aprendam um idioma, se algo acontecer durante o caminho que prejudique o processo, precisamos ser mais flexíveis e tentar estimulá-los a ponto de superar dificuldades.

No caso da escola em questão, coordenadores poderiam ter ouvido a opínião dos alunos e professores envolvidos e procurar, por exemplo, dividir o grupo em duas ou três pequenas turmas e encontrar a necessidade dos mesmos. É verdade que isto implicaria em alteração de custos e carga horária, mas acredito que valeria a pena.

É preferível tentar do que somente observar alunos interessados e esforçados tornando-se desmotivados e incrédulos diante de uma situação que poderia ser contornada.

A escola teria muito o que aprender e ganhar com um grupo como este se adotasse uma postura menos rígida.

IMPORTAR-SE: A impressão que os alunos tiveram foi a de que a escola importava-se em cumprir o contrato e o programa estabelecido. Entretanto, esqueceram de se preocupar com o elemento principal deste trabalho, ou seja, o aluno.

Importaram-se , sim, mas foi com os regulamentos e programação da escola.
A escola e o nome que ela trazia estavam em evidência. Como poderiam mudar, se há anos trabalhavam daquela forma?

Penso que poderiam, como profissionais experientes adaptar seus cursos para TOCAREM seus alunos, para recuperá-los e trazerem-nos de volta ao grupo, UNINDO-OS novamente. E se esta atitude não funcionasse, poderiam procurar outras formas que fizessem com que professores e alunos trabalhassem de maneira agradável e comprometida.

DECIDIR sobre o que fazer num caso desses não é fácil. É preciso conversar com as partes envolvidas, com coordenadores, alunos e professores para que todos fiquem satisfeitos e trabalhem para um mesmo objetivo.

ENVOLVER alunos implica num envolvimento nosso também com eles e com o trabalho. Se algum problema ocorrer, precisamos agir, tentar, nos importar, tocá-los, uni-los e decidir sobre questões que trarão um envolvimento e comprometimento maior.

Desta maneira, poderemos manter nossos alunos evitando a desmotivação, e se por algum motivo que foge ao nosso controle desistências acontecerem, pelo menos fizemos o melhor para conseguir um bom trabalho. Até os alunos desistentes reconhecerão seus esforços e levarão com eles lembranças de um curso de qualidade.

Ouvi certa vez uma história que me tocou muito e que se aplica a este artigo.

Fizeram uma experiência com dois sapos. Colocaram o 1o em uma panela com água fria que foi sendo aquecida aos poucos. Quando a água já estava fervendo, o sapo não pulou e não resistiu. O 2o sapo foi jogado numa panela com água fervente. Logo que sentiu a água super quente pulou desesperadamente.

Moral da história; é fácil nos acostumarmos com situações ruins quando convivemos com ela sem atitude alguma.

Por isso, quando "a água começar a esquentar" é preciso tomar uma atitude, ou seja, assim que percebermos algo que não esteja facilitando o aproveitamento de nossos alunos, precisamos agir e encontrar soluções criativas e alternativas.funny frog photo: animation frog icon netpac  dancing party FrogDance-blank_molly.gif

Tomemos como um bom exemplo o time da Alemanha, que através de atitudes coerentes, disciplinadas e estratégicas conseguiu levar a Copa merecidamente.

O Brasil pode se basear neste modelo e usar seus recursos criativamente para obter excelentes resultados educacionais...



Boa aula!

Um grande abraço,
Maria de Fátima
assistência pedagógica ao ensino de idiomas

Interesse em ser informado (a) sobre novos artigos e oficinas? 
Contato : marifa2006@terra.com.br

Interesse em lecionar inglês na www.idees.com.br  (escola de idiomas)?
Envie seu CV para idees@idees.com.br












quinta-feira, 27 de julho de 2017

Criatividade no Ensino de Idiomas


 Resultado de imagem para O Espírito Criativo capa


Caro(a) professor(a) de idiomas,

A criatividade é uma habilidade a ser praticada como qualquer outra.
Gostaria de convidá-lo (la) a exercitar seus próprios potenciais criativos direcionando-os para aulas de idiomas mais interessantes e motivadoras através de um chat.

O chat acontecerá via Skype para sessões individuais de 1hr a R$60,00 cada.

Você poderá agendar quantas sessões quiser.

Participe!! Será um prazer!!

Um grande abraço,

Maria de Fátima



quinta-feira, 2 de junho de 2016

VOCABULÁRIO NO ENSINO DE IDIOMAS

Neste e-talk irei compartilhar algumas ideias que surgiram em aulas de inglês que tenho ministrado.

Lecionando pessoas de várias idades, pude perceber ao longo desses anos como professora de inglês, como é importante a maneira pela qual transmitimos o vocabulário aos alunos.

Tenho observado neste tempo todo que quanto maior o número de associações em relação a uma palavra o aluno tiver, melhor será sua assimilação.

Pensando dessa forma, vejo que existem materiais excelentes para que isso aconteça, e um deles é o que chamamos de "graded readers" ou livros de leitura simplificados.

Existe uma coleção enorme de livros como esses no mercado, de várias editoras e alguns deles até oferecem um CD que narra toda a história.

Como são simplificados, o professor pode escolher desde o nível básico (com estruturas no presente) até o nível adiantado.

Os livros de leitura costumam ser ilustrados, o que ajuda bastante o aluno a entender a história.

É incrível notar como os alunos desenvolvem a fluência também ao discutir um livro assim. Podemos usar as ilustrações para fazer com que o aluno conte o que leu, empregando o vocabulário de maneira contextualizada.

Já trabalhei em escolas de idiomas e algumas delas desistiram de usar esse recurso fabuloso por "falta de tempo" ou "falta de interesse dos alunos". Tenho ouvido relatos de professores comentando que, em geral, precisam cumprir um programa na escola em que trabalham e qualquer tipo de atividade extra pode "atrasar" o andamento das aulas.

No entanto, acredito que se o professor abrir espaço para discussões baseadas em livros de leitura, por exemplo, os alunos irão adquirir mais ferramentas que irão facilitar a assimilação do idioma e desenvolvimento do vocabulário.

Existem livros de leitura tão bem elaborados que alguns oferecem além da história, aquecimentos e atividades de compreensão para fazer com que o aluno pratique bem o idioma de maneira interessante e consistente.

O livro de Jack Scholes "The Coconut Seller" - Intermediate Helbling Readers é um excelente exemplo de material para ser usado em cursos de inglês.

Neste "reader" existem várias atividades de aquecimento, de compreensão e tópicos a serem discutidos baseados na história.

Além disso, em cada página há um glossário com as palavras ou expressões mais complexas.

Estudar o idioma a partir de um livro rico como esse pode ser muito divertido e produtivo!

Boa aula!!

Um grande abraço,

Maria de Fátima
profa de inglês e consultora pedagógica
email : marifa2006@terra.com.br


quinta-feira, 7 de abril de 2016

UNIÃO E COOPERAÇÃO NO ENSINO DE IDIOMAS

Como podemos trabalhar em equipe respeitando a autonomia e individualidade de cada participante ou aluno?

Como a união entre os participantes pode auxiliar profissionais no ensino de idiomas?

Neste e-talk irei abordar esses tópicos para um melhor planejamento e desenvolvimento de nosso trabalho.

E-talk:

Você, caro (a) professor (a) , costuma trabalhar em equipe? Em quais situações?

Pense em alguns aspectos que estejam associados ao trabalho em equipe...

Equipe- professores, coordenadores, diretores e outros funcionários da escola.

Por exemplo, quando se fala em trabalhos em equipe associo com: troca de ideias, apoio, encontro de soluções, divergências de opiniões, cooperação, competição, evolução, crescimento e aproveitamento em diferentes níveis.

Algumas dessas ideias sugerem algo positivo ao grupo e outras algum aspecto negativo que precisa ser trabalhado.

Dentro dos aspectos positivos, posso apontar a troca de ideias que enriquecem qualquer trabalho. Muitas vezes, os professores sentem-se inseguros quanto à exposição de suas ideias por acharem-nas insignificantes. Por mais simples que pareçam, boas ideias são sempre bem-vindas, pois funcionam como ferramentas de trabalho utilizadas no ensino e transformadas em atitudes em aula. As ideias também nos ajudam a incrementar e/ou desenvolver melhor uma atividade do livro adotado.

Ao trabalhar em equipe, encontramos no outro o apoio para procurar soluções de problemas muitas vezes compartilhadas na sala dos professores. Percebendo que não estamos sozinhos, conseguimos ter um certo alívio ao receber auxílio de colegas ou de outros profissionais mais experientes.

Apesar das divergências de opiniões, a troca e a cooperação fazem com que a competição encontrada em certos momentos seja minimizada, dando lugar a um ambiente agradável, harmônico, de união e muito mais rico.

Com esta postura e visão chegaremos a uma evolução, a um crescimento, a um aproveitamento em diferentes níveis independentemente do cargo ocupado pelo profissional, seja ele um secretário, professor, coordenador ou diretor da escola.

Trabalhar em equipe é muito interessante, mesmo quando os grupos de alunos ou professores sejam pequenos.

Equipe- aluno (s) - professor

Sim, também são equipes!

Costumo dar aulas individuais ou para grupos de três alunos e mesmo assim encontro aspectos do trabalho em equipe, pois existe a interatividade de pelo menos dois participantes: o professor e o aluno.

A troca de ideias é constante e procuro dar o máximo de apoio a fim de que possamos traçar objetivos e encontrarmos soluções juntos.

Naturalmente, existem divergências de opiniões, principalmente com o aluno adulto que já tem em sua mente modelos educacionais fixos e estereotipados e que gostariam de repetir o padrão em aula.
Nesse caso, escuto o que eles têm a dizer, e procuro equilibrar com aquilo que gostaria de desenvolver (por exemplo, gosto de incluir jogos, música e filmes em minhas aulas e às vezes o aluno adulto pode pensar que isso seja "uma perda de tempo").

Procuro estabelecer um certo grau de cooperação, anotando o que o aluno quer e balanceando com o que acredito e posso oferecer.

Por incrível que pareça, existe, em algumas vezes, uma certa competitividade por parte do aluno que deseja "de forma mágica" se expressar e até mesmo atuar como professor. Para alguns, esse modelo pode estimular o lado produtivo do aluno para que consiga atingir tal nível de competência.

Por outro lado, pode até desmotivar alunos que tenham maior dificuldade e que não tenham encontrado ainda suas próprias formas de expressão.

Entretanto, o crescimento e a evolução nesse tipo de trabalho é constante, o que o torna muito prazeroso.

Interagir com outro ser já é um trabalho em equipe. O número de participantes é muitas vezes o que vai diferenciar essa dinâmica e a sua percepção para uma melhor qualidade de trabalho.

Boa aula!!

Um grande abraço,

Maria de Fátima
profa de inglês e consultora pedagógica
email marifa2006@terra.com.br

sexta-feira, 4 de março de 2016

TESTES E AVALIAÇÕES NO ENSINO DE IDIOMAS

Como tirar proveito de testes e avaliações para deixarmos os alunos mais confiantes no desenvolvimento de um idioma?


Como avaliar os alunos sem constrangê-los e fazer com que produzam da melhor maneira possível?

Neste e-talk farei uma reflexão sobre formas de avaliação, considerando-a como parte do processo natural de aprendizagem.

Como você, caro(a) professor (a) de idiomas, completaria as seguintes frases:

"Gosto de testes....."

"Não gosto de testes..."

Reflita um pouco e complete as frases.

Aqui estão as minhas respostas:

_Gosto de testes quando estes são usados como complemento, para dar um "feedback" ao aluno e professor, criando motivação para que avance em seus estudos.

_Não gosto de testes quando estes são usados como objetivo principal do curso, onde o aluno só é valorizado pelas notas que adquire.

Gostaria de compartilhar com você duas pequenas histórias:

Aqui vai a primeira história:

Era uma vez um professor que não aplicava testes em seus alunos...Achava o processo deles bem mais importante do que o resultado, por isso, não aplicava testes.

Todo e qualquer esforço em aula era estimulado, e as atividades escolhidas eram direcionadas para proporcionar prazer aos participantes.

Entretanto, alguns de seus alunos começaram a questionar o nível em que estavam, pois quando comentavam em seus empregos que cursavam inglês, seus superiores gostariam de saber seus níveis de competência.

Por estarem acostumados a não fazer testes, ficava difícil para eles e o professor chegarem a alguma conclusão.

Sabiam que queriam falar inglês, mas não tinham conhecimento de como se sairiam fora das aulas, como em uma entrevista, no emprego ou na faculdade.

Já falavam inglês e gostavam da matéria, mas começaram a ficar inseguros quanto ao próprio desempenho.

Depois de refletir muito sobre o assunto, o professor e os alunos chegaram à conclusão de que em algumas ocasiões, testes seriam bem-vindos, principalmente os internacionais. Vistos como um tipo de acompanhamento e "feedback", os testes poderiam fazer com que o aluno tivesse consciência de suas habilidades e competências linguísticas.

O teste, nesse caso, surge como um estímulo para que o aluno possa situar-se na classificação de níveis e para que tenha vontade de progredir.

O teste seria uma referência, um pequeno "goal" para que o aluno se sentisse motivado a superar dificuldades, ter consciência do que pode fazer e seguir adiante.

Aqui vai a segunda história:

Era uma vez um professor que adorava aplicar testes em seus alunos.
Usava a nota como uma forma de punição e controle e os alunos temiam a avaliação frequente. Qualquer problema encontrado em sala de aula era levado como um motivo para avaliar e pressionar os alunos, fazendo com que ficassem cientes daquilo que não sabiam.

Usava as notas obtidas nos testes como uma ferramenta para fazer com que estudassem mais e se aprimorassem.

Entretanto, os alunos começaram a sentirem-se inseguros quanto aos seus desempenhos e tornavam-se extremamente competitivos. Realizavam os testes por realizar, estudando somente aquilo que teriam na prova.

Comparavam os resultados com os colegas e estudavam somente para conseguir uma nota razoável para passar.

Eram alunos estressados e tinham pouco prazer no processo de aprendizagem.

Com qual história você se identifica mais? O que aconteceu no processo?

Pela minha experiência verifico que as avaliações são mais significativas quando vistas como um "feedback", ou seja, quando fazem com que o professor fique ciente dos pontos fortes e daqueles que precisam ser melhorados e não como uma maneira de penalizar os alunos.

É interessante, então, pensar em formas criativas de aplicar um teste.
Na Coleção Interchange de Jack Richards, por exemplo, temos a cada 2 unidades uma sessão chamada "Progress Check" que é uma autoavaliação onde professores e alunos podem juntos fazer uma revisão e melhorar áreas que não estão bem consolidadas.

Pode-se encontrar também diversos "quizzes" em sites como www.eslcafe.com onde o aluno tem a oportunidade de se autoavaliar.

Os alunos geralmente não apreciam testes devido à pressão e cobranças externas, mas quando têm a oportunidade de se avaliarem e perceberem seus progressos como "feedback" natural, começam a encarar avaliações de maneira mais significativa e produtiva e não como um simples número ou letra a ser comparado e almejado.

E você, caro professor (a) de idiomas, como sente a avaliação em seus cursos?

Um grande abraço,

Maria de Fátima
consultora no ensino de idiomas
marifa2006@terra.com.br



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

REALIZANDO PROJETOS NO ENSINO DE IDIOMAS







Você, caro professor de idiomas, já pensou em realizar algum projeto relacionado ao ensino de idiomas que pudesse auxiliar outros profissionais, ampliando assim seu campo de atuação?

Como se sente ao compartilhar ideias? É algo natural ou representa um desafio muito grande?

Neste e-talk irei refletir sobre algumas questões que tenho observado nestes últimos dez anos de consultoria a professores de idiomas.

Meu objetivo neste e-talk é procurar fazer você valorizar suas próprias ideias e colocá-las em prática, tornando assim seu trabalho mais prazeroso e gratificante.

Gostaria de começar este e-talk com uma pergunta: Como você se vê como profissional?

a) Como um professor cumpridor de tarefas sem muito entusiasmo para realizá-las.

OU

b) Como um professor satisfeito e engajado em suas atividades profissionais, sempre procurando fazer o melhor.

Imagino que muitos de vocês escolheriam a resposta b), mas observo ainda que muitos profissionais se colocariam na situação da resposta a).

Por que existem tantos profissionais que se encontram numa situação insatisfatória em seu trabalho?

Pela minha observação e experiência, acredito que seja devido à postura adotada pelo próprio professor.

Alguns professores são muito competentes, mas quando se trata de alguma situação onde tenham que se expor um pouco mais na escola através de reuniões ou oficinas, acabam ficando resistentes, cumprindo somente o necessário.

Já ouvi vários professores falando "não ganho para isso"... "não sou dono da escola"... Observo esses professores reclamando sobre o trabalho, insatisfeitos e sem tomar atitude alguma para resolver a situação.


Quando leciono em escolas adoro participar de reuniões, onde ideias são trocadas fortalecendo assim o vínculo entre profissionais tentando obter soluções para problemas enfrentados em sala de aula.


Muitas escolas abrem espaço para oficinas, demostrações de aulas onde profissionais podem trocar ideias, tornando-os mais entusiasmados e confiantes.


É importante que o professor perceba que o conhecimento é algo precioso e quanto maiores as chances que o profissional tiver para que ele aconteça, maiores serão as oportunidades para ele sentir-se realizado.


Precisamos uns dos outros, e mesmo para aqueles profissionais que trabalham como autônomos, a troca de experiências, o contato com outros colegas é imprescindível.

Profissionais amparados e entusiasmados pelo que fazem vão com certeza estimular alunos com maior força, gerando um aprendizado mais prazeroso e eficaz.


Além desta postura adotada no ambiente escolar, tive contato com profissionais que tinham muitos talentos, mas não os demonstravam por receio de críticas. Por isso, adotavam um comportamento passivo, queixosos de situações colocadas pela coordenação ou direção.

Tenho observado que a melhor estratégia para tornarmos o ambiente profissional mais agradável e motivador é a participação e o diálogo.


Que tal escrever um "e-talk" como esse e compartilhar suas ideias com a coordenação e outros profissionais de sua escola?


Que tal elaborar uma oficina pedagógica e convidar pais de alunos para participar e tentar solucionar juntos problemas que aparecem na escola?


Que tal escolher uma atividade que tenha dado certo com a sua classe e compartilhá-la com outros professores de sua escola?


Ao escolher uma dessas sugestões seu trabalho poderá ser mais envolvente e agradável gerando soluções criativas no ensino de idiomas.


Quanto mais ideias forem compartilhadas, maior será o número de respostas a problemas que possam surgir num curso de idiomas.


Contando com a contribuição de todos é possível tornar o trabalho mais prazeroso e leve onde professores atuantes estarão desempenhando seus papéis de maneira criativa e significativa.


Professores satisfeitos podem contagiar alunos envolvendo-os de tal maneira que o aprendizado começa a fluir com naturalidade, produzindo ótimos resultados. A escola, por sua vez, irá prosperar muito com um grupo de professores envolvidos e estes, como consequência irão prosperar também.


Para envolver alguém é preciso estar envolvido e comprometido consigo mesmo e com o próprio trabalho. Realizando projetos pode ser o "tempero especial" que esteja faltando para motivar-nos, melhorando nossas aulas e gerando um trabalho gratificante.


Seria interessante acessar o site do consultor e palestrante Waldez Ludwig www.ludwig.com.br e assistir a alguns vídeos demonstrativos sobre criatividade, inovação e empreendimento.


Apesar de serem voltados ao mundo empresarial, podem sugerir "insights" a você, professor de idiomas para poder aplicá-los em seu trabalho.


"Acho que vencer é ótimo. Não é bom- é ótimo, pois quando as empresas vencem, pessoas prosperam e crescem...existem mais empregos e oportunidades".

                                                      Jack Welch (ex-CEO da GE)

Boa aula!

Um grande abraço,

Maria de Fátima
consultoria no ensino de idiomas
marifa2006@terra.com.br



sexta-feira, 6 de março de 2015

COMO QUEBRAR O GELO NO ENSINO DE IDIOMAS?

Como quebrar o gelo antes das aulas e durante certas fases do curso de idiomas? Neste artigo compartilharei ideias que exploram aquecimentos em apresentações, envolvendo também tópicos e tempos verbais que podem se usados em aulas, tornando-as mais interessantes.

Começar uma aula ou apresentação pode parecer um "bicho de sete cabeças" para alguns professores pela expectativa criada em relação aos alunos e pela incerteza de como envolvê-los. No entanto, se o professor utilizar um bom "quebra-gelo" ou aquecimento para cativar seus alunos, com certeza a sua aula poderá fluir tranquilamente de maneira prazerosa e envolvente.

Gostaria de compartilhar aqui algumas ideias testadas com meus próprios alunos.

Aqui estão algumas delas, que podem ser usadas no início do curso, quando alunos e professores estão se conhecendo:

Aquecimento 1: Adivinhando algo sobre o colega


Em pares, alunos irão olhar um para o outro e escreverão num pedaço de papel três informações a respeito do parceiro, tentando adivinhar (por exemplo: Acho que meu colega é engenheiro, casado e gosta de futebol).

Alunos irão trocar os papéis e verificarão se adivinharam algo.

Aquecimento 2: Escreva seu nome


Cada aluno irá escrever seu nome num pedaço de papel. Os papéis serão recolhidos e distribuídos novamente pelo professor.

O aluno então irá levantar-se e procurar a pessoa que escreveu o próprio nome.

Ao encontrar o colega, cada aluno fará ao outro o maior número de perguntas para conhecer a outra pessoa, em 5 minutos.

Cada aluno então irá apresentar a pessoa a outro participante ou ao grupo, contando algo que consiga lembrar de seu parceiro.

Aquecimento 3: Escreva 03 informações surpreendentes


Cada aluno escreverá 03 informações surpreendentes positivas a seu respeito (algo que seja diferente, incomum; algo que poucas pessoas saibam...um hábito, interesse, sonho quando criança, algo sobre o passado que gostaria de compartilhar).

As informações irão ser recolhidas e lidas em voz alta pelo professor.

Os alunos escutarão as informações e tentarão adivinhar quem as escreveu.

(por exemplo: "Quando tinha 6 anos queria ser astronauta; nasci no mesmo dia, mês e ano que Jodie Foster; quando estava no antigo ginásio, achava a língua inglesa difícil).

Muitas vezes os livros de cursos de idiomas abordam temas. Portanto, a seguir irei compartilhar alguns aquecimentos explorando tópicos.

Tópico: Profissões


Peça a um aluno escrever numa folha de papel uma profissão que já teve, gostaria de ter ou tem.

Os outros alunos irão fazer no máximo 10 perguntas para adivinhar a profissão (por exemplo: dica "gostaria de ter essa profissão"... perguntas: você gostaria de trabalhar em equipe? Você gostaria de trabalhar com números? Você gostaria de usar sua criatividade? Você gostaria de trabalhar numa escola? Etc...

Tópico: Filmes/ entretenimento


Cada grupo irá elaborar 3 perguntas sobre filmes e personagens.

Os outros colegas irão tentar responder as questões.

(por exemplo: Quem disse : "Life is like a box of chocolates...you never know what you´re gonna get"? ("A vida é como uma caixa de bombons...você nunca sabe o que vai obter")...Resposta: "Forrest Gump" interpretado por Tom Hanks.

Como estava o tempo na cena final de "Casa Blanca"? (Resposta: "chuvoso")

Quantos casamentos aconteceram no filme com Hugh Grant? (Resposta: 04 no filme "Quatro Casamentos e um Funeral").

Tópico: Comida

Grupos irão saborear um prato ou alimento e tentarão adivinhar quais os ingredientes usados.

Os seguintes aquecimentos podem ser usados ao explorar tempos verbais:

Presente simples
http://www.vagalume.com.br/johnny-rivers/do-you-wanna-dance.html

A canção "Do you wanna dance" de Johnny Rivers é ótima para explorar o presente simples em inglês.

Faça uma lista na lousa de 10 palavras que apareçam na letra da canção.

Peça aos alunos para escolherem 5 palavras da lista. Toque a música.
Quando o aluno escutar as 5 palavras escolhidas, ele diz "BINGO!"

Passado simples


Em grupos, alunos irão pensar numa pessoa famosa falecida.

Os outros alunos irão tentar adivinhar quem era a pessoa fazendo perguntas: (por exemplo: qual era a sua profissão? era brasileiro? Qual era a sua idade quando faleceu?...etc)

Gerúndio

Grupos irão desenhar na lousa um personagem em ação (por exemplo: um garoto nadando, um homem correndo, uma criança brincando, etc)

Os outros alunos tentarão adivinhar o que o personagem está fazendo.

Essas foram apenas algumas sugestões práticas de como aquecer uma aula.

Ao planejarmos aulas, procuramos encontrar materiais que estimulem os alunos a praticarem e assimilarem o idioma da melhor maneira possível.

Entretanto, ao iniciarmos uma aula precisamos conquistar nossos alunos desde os primeiros momentos, para que se sintam envolvidos com as outras atividades propostas.

Boa aula!!

Um grande abraço

Maria de Fátima
assistência pedagógica ao ensino de idiomas
Contato : marifa2006@terra.com.br

Interesse em lecionar inglês numa escola que se preocupa com a a qualidade de ensino de forma flexível e criativa beneficiando alunos e professores num ambiente muito agradável www.idees.com.br  (Idées ensino de idiomas)no mercado desde 1997:
Envie seu CV para idees@idees.com.br